Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

Sentidos perdidos

Eu perdi-me contigo. Perdi-me em ti e no amor que sentia por ti… Ou sinto. Estou tão perdido que não tenho certezas de nada.
 Perdi os sentidos contigo. Todos! Fiquei cego de amor. Surdo aos conselhos dos outros. A vida não me sabia da mesma forma, tinha um paladar diferente. O meu tato modificou, senti de forma distinta os toques físicos das pessoas. Um abraço não era compreendido pelo meu cérebro, da mesma forma que os sentira quando estava contigo. O meu olfato alterou, deixou de sentir o teu cheiro. Nas roupas, na casa, na rua… Enfim, na minha vida toda.
 Depois de Ti, não fui o mesmo. Não consegui voltar ao que era antes de ti, porque – sinceramente – nem me lembro. Senti que a minha vida tinha começado quando chegaste e eu nunca quis que partisses.
 Por mais que mergulhasse nas palavras dos outros que lia, por mais interpretações que fizesse entre conversas e desabafos com amigos, por mais que tentasse desfazer-me das memórias de ti, tu continuavas lá. Continuaste em todos os c…

Conexões Pe(r)didas

Chegaste a casa e deparaste-te comigo na sala. Já era tarde, mas queria estar acordado para te ver assim que chegasses e assim o foi… Ficas tão giro de fato e gravata. E eu fico tão orgulhoso de te ver assim!
 Vens para o pé de mim, tirando o casaco e arrancando o cinto das calças. Descalças-te enquanto caminhas até mim e a gravata já se encontra no chão da sala-de-estar. Dás-me um beijo e ficas abraçado a mim. Perguntas-me o que estava a ver na TV e, ao final de alguns segundos, apercebes-te que estava a ver a minha série de conforto – “F.R.I.E.N.D.S.”. Aproveitas o facto de estarem umas fatias de pizza na mesa e comes, sem nunca me largares. Tão bom a sensação de sentir que pertenço a alguém e a um lugar. No final de contas, pertencíamos um ao outro e pertencíamos ali. Ao nosso ninho. Ao nosso conforto baseado em amor.
 Reparas que tenho a tua sweater velha da faculdade vestida e sorris para mim. Perguntas-me o porquê de a usar mais vezes que tu próprio – sendo o verdadeiro dono d…

Para o meu futuro Amor

Sejamos honestos, porque é a partir da honestidade que conseguimos aquilo que queremos. Eu quero viver um grande amor, porque acho que mereço! Quero ter direito aos clichês todos.

 Quero poder receber cartas de amor e respondê-las da mesma forma que me foram entregues. Quero passeios noturnos espontâneos e beijos no meio das frases. Quero tardes de cinema em casa e cafunés. Quero abraços no inverno para me aquecerem… Mas também os quero no outono, na primavera e mais uns quantos no verão. Enfim, quero-os durante todo o ano!

 Quero receber mensagens de “bom dia!” e quero vê-lo à minha espera para tomar o pequeno-almoço. Quero viajar por sítios que nunca conhecera e quero vê-lo fazer-me surpresas durante essas viagens! Quero que me leve a almoçar em Roma e também jantar em Paris. Quero que me leve a museus em Londres e me leve a ver musicais a Nova Iorque.

 Quero viver uma paixão ardente e um sexo incrível. Honestamente, todos sabemos que a parte física das relações ajudam a cimentar o…

O carro, a praia e tu

Estás sozinho em casa e ligas-me. Prontamente, atendo-te e dizes que queres estar comigo. Não penso duas vezes e encontro-me contigo em 10 minutos.
 Apareces na minha rua e com um sorriso dizes para entrar no teu carro. Levas-me até à praia e dás-me a mão. Pedes desculpa e deixas-me sem reação. Pedes-me que te perdoe as chamadas não atendidas, as mensagens não respondidas, os desvios de olhar na rua, as traições e os dias que perdi à espera de ti. Sempre esperei e tu não. Fugias sempre que tinhas oportunidade e eu cegamente aceitava.
 Os anos passam e eu percebo que tu vais e voltas, mas nunca te esqueces do meu número e consequentemente, de mim. Ligas-me com alguma regularidade, mas só agora é que me quiseste ver. Enquanto isso, no teu carro dás-me a mão e olhas-me nos olhos, sabendo que não resisto a esse sorriso. Roubas-me um beijo. Pensando bem, não me roubaste só isso… Aliás, deixaste-me a zeros. Ainda assim, não tens pudor em deixar ainda mais o meu saldo negativo. O saldo d…

Partiste e partiste

Tu voltas do passado e assombras-me. És como um fantasma que de vez em quando me visita a mente e se deixa ficar por lá… Como se ainda tivesses algum direito nisso.
Partiste-me o coração e isso é impagável, porque se traduziu na perda de um grande amor que eu tive e deveria ter. Não o teu, claro. Mas, o meu! O meu amor próprio que guardo em mim e tento, todos os dias, lutar contra a sua perda.
Porém, fui aprendendo ao longo do tempo que não podemos deixar de controlar a importância que damos a duas coisas: às pessoas e às vivências. Às pessoas, porque elas marcam-nos e aqueles que nos conheceram em algum ponto das nossas vidas, nos levam a que sejamos quem somos, atualmente. E as vivências, porque essas sim – são as mesmas que nos levam ao céu, mas num momento seguinte se não controlarmos a velocidade da queda, podemos desvanecer-nos no chão.
Quando digo que me partiste o coração, não te deixo as culpas a ti. Ou melhor, não só a mim. Como é óbvio, contribuíste também para que tal ac…

O Amor reaparece

Ela tinha deixado de acreditar no amor. Deixou de acreditar que nunca poderia formar uma família. Desacreditou-se que os contos-de-fada não existem e não existia nenhum Príncipe Encantado à espera dela. O pior foi ela ter deixado de acreditar nela. Enfim… Deixou de acreditar no que realmente valeria a pena.

 Não é uma história com um começo feliz, embora o desenrolar de tudo o que ainda estava por contar veio adoçar-lhe o sorriso. Hoje, conta a história com um sorriso doce e deveras contagiante. Apareceu-lhe alguém que a fez acreditar. Então, ela acreditou. Num novo amor que pode aparecer, na paixão que pode (re)arder, nos sorrisos que podem voltar, na criação de memórias felizes.

 Desamparada encontrou um novo rumo que a amparasse a vida que agora vive. Perdoem-me a redundância, mas nas questões do amor e das histórias nem tudo é preto e branco; por vezes, existem tons de cinza. Ora uns mais escuros, ora outros mais claros. Um pouco como é a vida.

 As promessas não cumpridas que ou…

Onde tudo pára para um chá

Torno-me repetitivo quando digo que a vida acontece quando não a planeamos. Quando deixamos que as forças que controlam o Universo – de alguma forma – nos fazem viver momentos inesquecíveis. As viagens são uma terapia, uma escola e um fortalecer de laços quando as realizamos com as melhores pessoas que podemos fazê-lo.
Para esta história escolhi duas pessoas muito próximas a mim. Duas das melhores amigas que a vida me pode trazer e tornar-me um sortudo por vivenciar das melhores experiências com elas.
Se com uma sonhava desde sempre conhecer o destino desta viagem; com a outra prometia-lhe as maiores loucuras que alguma vez se poderá fazer. E assim foi: juntando os sonhos e as loucuras na mesma bagagem, o resultado superou as expectativas do esperado.
Londres foi a primeira de muitas viagens com ambas escolhida. Rapidamente, tornou-se a capital dos sonhos e loucuras, do amor e do carinho que nutro por elas e, também, de certezas. A cidade convenceu-nos a prometer-nos a nós mesmo qu…

O Primeiro do Portunhol

Encontramo-nos, todos os dias, em constante aprendizagem. Estejamos no nosso país ou num noutro qualquer. Considero que neste momento, encontro-me em aprendizagem em cima de uma ponte. Essa ponte liga-me entre dois países – que ainda que vizinhos - são muito diferentes…
 Sinto um orgulho enorme do meu país natal – Portugal – contudo, existe algo que me liga aos nuestros hermanos e me faz sentir um pouco cosmopolita.
 Aqui, em Espanha, aprendo que todos os dias são feitos de chegadas e partidas, inícios e fins, sorrisos e lágrimas. Sou um orgulhoso portuense que criou um afeto enorme à paraíso santiaguense em que me encontro. Durante o dia, na rua, sou um espanhol e à noite, em casa, sou um português.
 Tento fazer um ponto de ligação com estas duas grandes nacionalidades, porém existem momentos de conflito em que necessito de encontrar um equilíbrio no “portunhol” que existe em mim.
 Tive a sorte de encontrar os pesos certos que coloque a minha balança equilibrada. Eles são três …

o aMoR tRansfoRMa-se

[Encontro-me, novamente, a escrever acerca das pessoas da minha vida. Às minhas pessoas: M e R.]
Cada vez mais me sinto grato por conhecer as pessoas que conheço. Não o sinto desde agora, mas a certeza de que a gratificação que sinto ao conhecer as histórias das minhas pessoas, dos meus amigos, dos meus companheiros de vida é extraordinária.
Esta história passa-se com dois amigos meus. Duas almas que me encontraram e eu não as vou largar tão cedo. Criam-se laços e histórias, sorrisos e lágrimas e é desta forma que lhes guardo um pedacinho daquilo que escrevo.
De tudo o que consigo reter da história de ambos é que o Amor se transforma. O Amor permanece e reflete-se através de variadas perspetivas e formas. Ainda há uns dias, me encontrara com eles e falávamos todos naquilo que foi a história deles. Engraçado como no exato momento em que a conversa se desenrolava, eu já me imaginara a escrever um dia acerca disto. A vontade era tanta e o carinho por ambos também que não aguentei.
Aqui e…

O rebento

Conto com algumas pessoas na minha vida. Conto com os orgulhos que me dão, com os sorrisos, com as alegrias. Ela é sem duvida um dos orgulhos mais bem guardados na minha vida... mas também no meu coração. 
 Existem aquelas amizades improváveis de acontecer, mas algo estava destinado. Algo ou alguém superior assim quis juntá-la aos meus melhores amigos, à lista dos meus maiores orgulhos, ao grupo daqueles que de alguma forma me pertencem e eu lhes pertenço de igual forma.
 Ela é genial. É dedicada. É a alegria de um raio de sol num dia chuvoso. É um rebento ainda por brotar... Um dia, ela irá dar origem a uma bela flor. Tem tudo para ter as pétalas mais brilhantes, as raízes bem seguras e com o vento, ela irá baloiçar e mostrar ao Mundo de que é feita. 
 Tenho com ela muito cuidado. Pois, os medos que lhe guardo são do tamanho dos orgulhos que ela me dá e não torna-se inevitável o quanto agradecido estou ao Mundo por a ter a meu lado.
 É uma sintonia inacreditável quando nos juntamos…

Como se esquece alguém que nos trai?

A questão parte de um simples facto: traição. Mas o que devemos fazer quando isso nos acontece? Quando vivenciamos algo que nunca imaginamos, por nunca haver indícios? 
 Insistimos tanto no esquecimento de alguém que acabamos por cair no erro de a relembrarmos sempre. Todos os dias, a toda a hora. 
 Miguel Esteves Cardoso escreveu acerca de “Como esquecer alguém que amamos”, mas como fazemos para esquecer alguém que nos trai? 
 A resposta não é fácil. Ou até é... Não esquecemos, não perdoamos, não ultrapassamos à mesma velocidade que gostaríamos de esquecer, perdoar e ultrapassar. O maior obstáculo instala-se mesmo em frente de nós - o medo de confiar instala-se e por uns bons tempos. 
 “Quem é que ele pensa que ele é?” é a questão retórica que se impõe; ou então, “Como é que ele foi capaz?” que nos obriga a vivenciar as palavras, os locais, as pessoas. Enfim, a dor. 
 Existe só um pedido que devemos fazer a quem nos trai: Deixa-me ir. Sim, devemos ser humildes para lhes pedir isso.…

Sweet, sugar, candy girl

O amor que sinto por ti é inexplicável e impossível de se demonstrar na sua plenitude. Existe sim, uma grande forma de tentar demonstrar aquilo que há 13 anos nutro por ti, estando presente a cada dia que passa desde o teu nascimento. És um orgulho que me enche a alma, um abraço reconfortante, um sorriso que derrete o meu coração, um amor para a vida. 
 Desde o primeiro pontapé até à primeira briga, vou-te sempre proteger seja em qual momento for. As palavras esgotam-se tal como a minha paciência para ti e as parvalheiras da adolescência que, neste momento, estás a viver mas ainda assim: eu sei-o e tu certamente sabes que se haverá alguém que permanecerá no mesmo sítio com um sorriso e um abraço, bem como um sermão e uma lágrima, essa pessoa sou eu.

 A minha baby girl está a ficar enorme e são nestes dias especiais que me encho de certezas, orgulhos e sorrisos e digo que o amor é mesmo o sentimento mais precioso do Universo, uma força assombrosa que nos desfaz aos bocadinhos e de se…

Voltaste

Eu sempre te disse que íamos voltar. De uma forma ou de outra... íamos. 
 Escrevia-te vezes e vezes sem conta, mas nunca tivera a coragem de clicar no “enviar”. Mas nesse dia foi diferente... Acordei com coragem e tomei a atitude que há já muito tempo queria tomar! 
 Eu sei que não estamos bem em toda a sua plenitude, contudo estamos. Ou melhor, tomamos um passo para estar a partir do momento em que me respondeste aos meus pensamentos escritos. 
 Sabia que iria ter uma resposta do teu lado. Sabia porque o que tínhamos permitia isso... Permitia-me sentir a segurança de que iria obter um eco ao meu grito de ajuda! Tu eras o melhor “guarda-costas” de todos. Agora que penso nisso, eras o melhor em muito mais coisas. Eras o melhor conselheiro, o melhor ouvinte, o melhor abraço, o melhor amigo que alguém na vida poderá ter. 
 Se há uns meses pensava que te tinha perdido, creio que - voltei - a reencontrar-te. Desculpa a redundância da frase anterior, até mesmo da dicotomia que encontras e…

Arrumações

Hoje, foi um dia de arrumações.
 Estive a organizar tudo. Desde roupas até recordações… Escusado será dizer que apareceram algumas tuas. As roupas e recordações. Parece que umas estão anexadas a outras e vice-versa.
 Deixaste cá umas camisolas amarrotadas e uns bilhetes, independentemente do que via só conseguira observar algo… Ou melhor, alguém: tu.
 Volta e meia apareces, não fisicamente. Isso seria demasiado doloroso! Mas, apareces. De uma forma ou de outra… E acabas, sempre, por dar uma volta e ir embora.
 Sabes que as camisolas ainda conservam o teu cheiro? E o teu perfume também parece que paira no ar. Principalmente, no meu quarto. Existem noites em que acordo e parece que ainda te sinto a dormir ao meu lado, na minha cama e os lençóis cheiram a ti. A recordações boas, mas tristes. Sinto saudades de quando cá vinhas, partilhávamos o meu quarto e a minha cama era o sítio ideal para as melhores conversas e promessas. As melhores… Nós éramos os melhores, porque acabamos desta form…

Novas Histórias

Está oficialmente aberta a época das festividades finais do ano.
 O Natal já lá vai e adianta-se cada vez mais a chegada do Ano Novo… Ou melhor, Novo Ano. Depositamos uma confiança tremenda no que por aí se avizinha, contudo quando o que planeamos não se realiza é suposto ficarmos tristes ou contentes, por reinventarmos os nossos planos – tendo em conta os obstáculos e as situações que ao longo do ano aconteceram?
 Comecei este presente ano com um grupo de pessoas que me dizem muito. Embora, agora não exista contacto algum… Por variadas razões. Culpa de ambos! Enfim, não deixo de ter saudades disso. Os momentos retrospectivos deste ano são cada vez mais frequentes, nesta altura. Houveram vezes em que a vontade enorme de parar o tempo só para desfrutar por mais um pouco o que ali se passou; mas, tal como Charlie [em “As Vantagens de Ser Invisível”] disse: “As coisas mudam. Os amigos deixam-te. A vida não para ninguém” e creio que este seja o melhor lema para 2017. Feliz ou infelizm…

Física ou Química?

Eu mereço o que tenho. O bom e o menos bom… Ensinaste-me a lidar com as consequências de todas as escolhas que fizera. As boas e as más. Porém, repreendias-me sempre com algum fator externo justificando sempre a tua opinião. Fosse o que fosse o que me dizias, tinha sempre um enorme impacte em mim.
 Prendias-me e não me deixavas sentir o aquilo que eu acreditava que era o melhor para mim. No final de contas, quem acabou sozinho não foste tu. Fui eu.
 Tenho a certeza que quem não dorme de noite, não grita tudo o que pensa, não come o que devia comer, não se priva do Mundo, não és tu. Mais uma vez, sou eu.
 Deixei-te tudo o que tinha, inclusive uma grande parte da minha alma. Ela foi-se embora contigo e a que permaneceu, não chega para o que – neste momento – vivo.
 Sem fazeres as malas, foste-te embora. Deixaste-me aqui, com todas as recordações que tenho de ti e tudo o que me apetece fazer, é esquecer-te. Não me sais da cabeça, nem por nada. Qual a razão de o teres feito sem aviso pré…

A Ressaca de Ti

Colocaste-me nas ruas da amargura como a droga acaba por fazer aos viciados.
 Eu era um viciado. Viciado em ti! Viciado na tua vida, na tua personalidade, no teu olhar, no teu toque. Viciado em ti por completo.
 Mas, o meu vício assim como todos os outros é momentâneo. Eu estava contigo e isso era como se fosse uma droga para mim. Estava contigo e cada vez mais viciava-me em algo que era prazeroso… Porém, era um prazer momentâneo. Fazias-me sentir nas nuvens durante algumas horas e depois disso, o efeito acabava-se.
 Acabava sempre da mesma forma. Com um choque de realidade… Um choque daqueles que te fazem acordar num espaço de segundos. E daí surgia a ressaca. A pior fase de todas de um vício.
 O prazer acabava-se e o sofrimento surgia quase instantaneamente. Era horrível sentir-me da maneira que sentia. O efeito positivo era cortado por uma onda de pessimismo e a realidade outrora míope, tornara-se cada vez mais nítida. Eram nessas alturas que eu sabia que tinha que matar o víc…