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De volta?

 O dia em que parti foi doloroso. Por um lado, deixar a minha família custou-me imenso e penso neles todos os dias. Mas deixar-te a ti também não foi tarefa fácil. Eu não sei se vais ler isto, mas se leres… Por favor, sente a minha falta tanto quanto eu sinto a tua. Dolorosamente, mas com um sorriso – porque só me levas a coisas boas.

 Raramente, olho para trás. Contudo, quando se toca a ti: eu não me canso de o fazer, porque és tu… E eu sou eu. Mais uma vez, escrevo cada pessoa no singular e não posso juntar-nos na 1.ª pessoa do plural, porque não somos um “nós”.

 Lembras-te de mim como quem se lembra de algo que faz rir imenso, como os vídeos engraçados que víamos juntos na internet. Eu lembro-me de ti como uma dependência, tanto para o bem, como para o mal. Como conseguiste recusar o meu convite, para esta viagem? Como…?

 Afinal, eu não era tão importante para ti como pensara ser. Acredito que gostes da ideia de gostares de mim, mas não da de me amares. Se fosse comigo, eu preferia também ter esse pensamento. E não o contrário… No final de contas, eu prefiro a ideia de te amar do que só gostar de ti.

 Nós gostando de alguém fazemos alguns esforços. Mas amando alguém fazemos tudo e escusado é dizer que eu faria tudo por ti. Não apenas alguns esforços, mas tudo… Enfim, precisava de um companheiro, não só para esta viagem, mas para a vida. Um companheiro que soubesse dividir tudo comigo.

 Dividirias tudo comigo se eu te pedisse? Não… A resposta é fácil. A dor que vem anexada a ela também. Pelo menos para mim. Esse turbilhão de pensamentos confusos a que me levas acompanha-me agora. Ao menos, tenho alguém a acompanhar-me. Preferia trocar isso por ti… Mas mais uma vez, prefiro ter-te aqui no meu pensamento a preocupar-me a todo o tempo do que fisicamente e não preocupado comigo, seja lá de que forma for.  


 O ciclo continua. Eu tento esquecer-te, tu por alguma razão voltas a estar na minha vida. Eu apaixono-me mais uma vez por ti e tu simplesmente foges… Arranjas alguém com quem te ocupar a mente e ignoras-me. Já não precisas de mim como eu preciso de ti. A questão é: quando eu voltar, voltarás a mim de novo? Gostava de saber…

Rush


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