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Introspecção

 Eu? Eu sou eu. Eu sou eu e com muitos pormenores por contar…

 Eu acho-me tudo, mas ao mesmo tempo acho-me “nada”. Sinto que sou a pessoa mais extrema do Mundo! Tanto consigo ser a pessoa mais doce e carinhosa, como a mais fria e arrogante. Eu sei… Sou o “oito e oitenta”. Sou uma balança em constante mudança de peso!

 Ao longo do tempo, fui-me conhecendo. Isso era algo que eu pensava que já o tinha feito… Mas, afinal não! Eu vou-me conhecendo todos os dias, porque há sempre algo novo que eu nunca tinha reparado em mim. Há sempre algo escondido no meio de tantos e tantos pormenores que à primeira vista parecem ser o que não são.

 Sou um turbilhão de pensamentos. Uma roda-viva de sentimentos! Sou um catalisador de várias emoções, ao mesmo tempo… Eu sou uma autêntica e perfeita (ou imperfeita) confusão e creio que é isso que me dá “piada”. Eu gosto de me sentir diferente… A todos os dias, a toda a hora. Eu gosto de mudanças, embora tenha medo. Tenho muito medo… Aliás, tenho muitos medos!

 O desconhecido assusta-me, o “novo” intriga-me! O desconhecido faz-me tremer as pernas de medo, o “novo” faz com que elas se mexam muito – talvez, até as ponha a correr atrás da resposta que tento procurar.

 Eu tenho um “universo” cheio de estrelas e galáxias em mim, como também, tenho um “vazio enorme” e um “buraco negro” sem fim.

 Os meus sonhos… Bem, esses são tão controversos! Eu sonho com Nova Iorque, com o grande amor da minha vida, um emprego de sonho – aliás, ser ator é isso que eu quero. Eu quero muito vestir-me e despir-me de personagens, de personalidades diferentes, de maneiras peculiares de sentir tudo e mais alguma coisa! Lá está, a tal mudança que eu necessito para viver. Mas… Vem aí o medo e o “jogar pelo seguro” torna-se primeira escolha, quando sinto que nunca irei conseguir sair da minha zona de conforto e lutar pelo que eu quero. Se calhar, eu até consigo sentir-me tão ou mais feliz, aqui – onde vivo – namorando com a pessoa que atualmente namoro (e que eu gosto muito!) e sentir-me realizado com isto tudo. Não! Não, eu não quero isso! Eu sinto-me bipolar com estes pensamentos… Um indeciso do pior! Deixo o descontrolo controlar-me completamente. Engraçado como estes paradoxos me assustam e ao mesmo tempo me fazem rir.

 Não me abro facilmente para as pessoas. Não me dou a conhecer muito bem, antes de ter a certeza de que gosto realmente das mesmas e sinta que possa confiar nelas! São poucas as pessoas que até agora, podem dizer que me conhecem realmente… E eu gosto disso. Gosto de afirmar que tenho poucos amigos, gosto de me sentir um “mistério” para as pessoas novas.

 São os “pequenos mistérios” nas pessoas que me intrigam… Ou então, eu não gostava de pessoas. Não me interessam se são homens ou mulheres, o que elas me transmitem e me fazem sentir é o que importa na minha mente. Pessoas que me fascinam são raras e eu amo as que tenho. Digo “amo”, porque ou se gosta ou não. Para mim são os extremos, que mais uma vez, vêm “à baila”! Por exemplo, por muito parvo que isto possa parecer – eu amo os meus amigos, família e namorado, num momento; como noutro, eu posso “detestá-los”. Não definitivamente, porque isso seria ainda mais parvo que a suposta barbaridade que acabei de escrever, mas num espaço momentâneo.  No fundo, eu gosto que despertem o melhor e pior de mim… Que despertem o meu yin-yang! E quem me conhece realmente, não precisa de muito para o fazer.

 Considero a adolescência como o período que mais me deu alegrias, como tristezas. Mas hey…! Afinal estamos a falar da fase mais estupidamente fantástica da nossa vida. É suposto sentirmos tudo, de forma controversa! E isso é tão bom… Houveram dias positivos – porque conheci pessoas maravilhosas, apaixonei-me, mudei, cresci; no entanto, esses não reinaram sempre e os “dias menos bons” também surgiram – chorei, senti dor (por vezes, propositadamente), desiludi-me, cresci. Incrível… Cresci de uma maneira boa e má e no fundo, isso não me incomoda nada.

 Não gosto muito da ideia de viver no passado, mas há momentos em que passo horas a pensar nisso… E a pensar… E a pensar ainda mais, demasiado até! Mas eu sou assim, penso demais em tudo. Talvez essa seja a razão principal de eu fazer porcaria, por vezes… Ou não. Não sei! Aparte do passado, esqueço o presente. Esqueço-me de viver as coisas no momento, mas ainda bem que existem pessoas que estão sempre por perto a relembrar-me de que tudo deve ser vivido intensamente, da melhor forma e no momento. Não depois… Não antes… No exato momento em que acontece! O futuro soa-me como algo tão incerto na minha cabeça, que eu não sei mesmo o que esperar dele.  É esquisito o facto de eu querer muito saber o que me vai acontecer, como desinteressar-me completamente por ele… Talvez por receio de perder algo que me custou a ganhar e que não quero largar, nem por nada; ou então, porque irei ganhar algo que não estava à espera e não saber lidar com isso.

 Eu só devia ter um medo. Um único medo… Não temer de algo, mas sim de alguém. De mim! Eu devo temer-me, porque eu sei que posso ser o meu melhor amigo, como inimigo e tenho que saber lidar com essa situação.

 Enfim, eu sou alguém que usa a escrita como forma de melhor se expressar e com isso dar-se a conhecer melhor a pessoas que talvez ainda não tenha dado oportunidade de conhecer. Espero que não se tenham assustado com os “monstrinhos da minha cabeça”, eu prometo que por muito maus que eles possam parecer, eles também têm as suas vantagens. Mas para dar-se conta disso, é preciso conhecer-me.

Rush




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